segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

My Little Capitu

Numa aula do curso de jornalismo da UFF, o professor Muniz Sodré contou uma historinha, que teria acontecido numa festa consular repleta de intelectuais brasileiros e americanos. O protagonista, se não me falha a memória, seria o João Ubaldo Ribeiro, mas pode ter sido qualquer intelectual similar.

O fato é que na festa havia um americano que era apaixonado pela obra de Machado de Assis. O gringo era particularmente alucinado pela Capitu e falava sem parar, numa rodinha de intelectuais:
- Oh Capitu... I love Capitu...
- I only call my wife as Capitu.

Aí chegou a esposa dele, e o gringo a chamou:
- Oh, My Capitu... Came here my lovely Capitu.
- This is my wife, my “Little Capitu.”

Quando o João Ubaldo (?) já meio tocado pelo “Espírito da Escócia”, perguntou ao gringo:
- Do you have a friend called Escobar?

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Chuva

De vez em quando chove, mas quem repara numa gota que ficou suspensa numa folha de um galho qualquer?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Meninas Eu Vi

Futebol dos anos 60, hoje.

Eu comecei a entender e amar o futebol quando o Fluminense tinha um time composto apenas por jogadores que vestiram a camisa da seleção brasileira, exceto por um Doval, que era da seleção argentina. Era a mítica máquina tricolor. Ali fui muito feliz e muito triste também, pois, apesar da excelência técnica, esse time ganhou menos títulos do que merecia... A máquina surgiu logo após a copa do mundo de 74, o autêntico eclipse do futebol brasileiro: Ditadura militar; Garrincha já era um alcóolatra; Pelé se despedido da seleção, indo jogar no Cosmos, sob a grama artificial dos EUA, tão artificial quanto o soccer americano. Gerson já em fim de carreira... Depois, veio a copa de 78, uma exibição medíocre da seleção numa argentina dominada por outra ditadura sangrenta.

Vi bons jogadores, belas jogadas: como não se emocionar com o gol de falta do Branco em 94? Ou reverenciar a genialidade autêntica de Romário? As belas cobranças de falta do Zico? O elástico e a bomba do Rivelino? O sorriso irreverente do Ronaldinho? E a garra do Romerito? O golaço de Maradona?

Ou seja, vi muito futebol, mas nunca tinha visto o futebol romântico e belo dos anos 60. Mas cadê o Pelé? Cadê o Garrincha? Onde foi parar o fair play? Os dribles desconcertantes ante marcadores atônitos porém honestos? Tudo ficou pra trás, perdido numa era onde o talento valia mais que dinheiro. Já tinha me acostumado com pequenas pílulas de genialidade entre um contrato milionário e outro, até o dia de hoje.

Hoje eu vi Marta jogando o melhor futebol que eu vi na vida: Driblou e bailou como o Garrincha, fez lançamentos como o Gérson, concluiu como Pelé. Futebol dos anos 60 hoje.

Absolutamente emocionante.

sábado, 30 de junho de 2007

Crescimento Pra Quê?

Muito se fala que o Brasil deve crescer mais. E eu me pergunto: Crescer pra quê? Não faz o mínimo sentido...

Temos que encolher.
Distribuir melhor a riqueza e, principalmente, a educação.

Aí quem sabe começamos a fazer um país harmônico?

Bem. pra começar um blog (coisa mais dummy...) tinha que ser uma opinião diferente...